Congregação Yaoshorulita oCaminho

SHEMA YSRAEL, YAOHUSHUA ELOHENU UL, YAOHUH  ECHAD! Dt 6:4.

Escuta Yaoshorúl! Yaohushua é o nosso Criador; o Eterno é um Só!

Resolvendo Conflitos Matrimoniais

Eu Não Te Amo Mais!

Edição segundo o Unitarianismo by oCaminho

[IMPORTANTE – NÃO DEIXE DE LER TODAS AS PASSAGENS BÍBLICAS]

 

Introdução

Acena se repete muitas vezes. O marido e a esposa sentam frente a um conselheiro matrimonial ou um líder religioso, descrevendo o seu  casamento problemático. Brigas quase que constantes acabaram com a intimidade do relacionamento. Tanto que, é comum um dizer ao outro: “eu não te amo mais”! O que pode ser feito por casais que “se desapaixonaram” um pelo outro? O divórcio, muitas vezes, parece ser a única saída. Afinal, como poderia uma pessoa ser forçada a amar outra pessoa? Ou a pessoa ama ou não ama! Quem quer continuar em um casamento sem amor?

É triste que tantas pessoas parecem acreditar que o amor é, em primeiro lugar, uma reação de glândulas. Nós nos “apaixonamos” e então “deixamos de estar apaixonados” na mesma velocidade... Duas pessoas são atraídas uma a outra e um casamento é feito com pouco mais fundamento que um simples “nossas idéias realmente batem”. Quando param de “bater”, o casamento é desfeito como tendo sido um erro infeliz. O verdadeiro erro é basear um relacionamento para toda a vida em amor romântico; sensual!

A palavra do ETERNO dá direcionamento para o casal que “deixou de estar apaixonado”. O mandamento é: “comece a amar, verdadeiramente!” O apóstolo Sha’ul/Paulo escreveu do amor que um marido deve manifestar para com a sua esposa. Guiado pelo Rukha’Yaohushua – em espírito onipresente desde o Pentecostes (I Co 2:10-13), ele mandou os maridos a amarem as suas esposas, porém ele usou uma palavra para “amor” que descreve um amor de escolha moral ao invés de um de emoção (Ef 5:25, a palavra grega é ágape). Este amor não é necessariamente sem emoção, mas não encontra a sua base na paixão humana. É expresso em bem-querer ativo para com o seu objeto ao invés de um sentimento alegre que deixa as pernas moles e um frio no estômago!

A noção na nossa sociedade é de que uma vez que o fogo do amor romântico se apague, há pouco a fazer a não ser terminar o casamento pelo divórcio. Quando a afeição pelo parceiro está “fraca” por causa de conflito e a tensão resultante, as pessoas se descrevem como “não apaixonadas”. O fogo do amor romântico pode ser quente, mas a brisa causada pelas circunstâncias da vida pode o apagar. O amor de escolha moral, por outro lado, pode parecer um pouco frio por comparação, mas é um amor que pode suportar até os momentos mais tempestuosos do casamento. Eu escolho amar a minha esposa, não porque ela está de alguma maneira amável no momento (uma situação hipotética, é claro), mas porque é a coisa certa a fazer. É o que o ETERNO manda e ele compreende a dinâmica do relacionamento matrimonial melhor que nós.

O amor mandado pelo CRIADOR não é apenas um “Eu te amo” e um beijinho na bochecha. É o bem-querer ativo. Ele nos leva a buscar o bem-estar um do outro independentemente do comportamento daquele. O marido que ama busca o melhor para a sua esposa mesmo quando o relacionamento está difícil por causa de discussão ou conflito; e vice e versa, é claro!

Toda família tem desacordos. O casal que nunca tem conflitos não existe. Infelizmente, conflitos podem levar a brigas sérias. Uma briga séria é aquela que desune esposo e esposa, mas nunca resolve a causa do problema. Como resultado, casais acumulam amargura, rixas, raiva descontrolada, ódio e, frequentemente, divórcio.

O que falta a muitos casais é habilidade para discutir os desacordos e resolvê-los. Na verdade, falta-lhes a capacidade para discutir problemas sérios, chegar a um plano para resolvê-los e, então, pôr em ação esse plano. Eu ressalto que esta é uma habilidade que muitas pessoas simplesmente nunca aprenderam, mas que pode ser aprendida.

Estamos preocupados com conflitos em geral, mas especialmente com conflitos sérios, que destroem a relação entre esposo e esposa, e que podem levar ao divórcio. Considere os passos seguintes, que podem ajudar casais a evitar ou a resolver tais problemas sérios.


1.
 Tenha fé.

Muitos casais têm brigado e se alterados tanto tempo que perderam a esperança de que as coisas jamais melhorem. Eles se resignam a continuar a discutir e se odiando o resto de suas vidas, ou terminam o casamento pelo divórcio.

Os casais precisam crer que, pelo poder do CRIADOR, eles PODEM resolver seus problemas de casamento se ambas as partes quiserem realmente trabalhar nisso.

Fl 4:13 — Tudo posso naquele que me fortalece. Se confiarmos em nós mesmos, certamente iremos falhar. Mas precisamos acreditar que Yaohu’shua nos proverá a força de que precisamos para agradar ao ETERNO.

Uma meditação cuidadosa nos convencerá que conflitos sérios no casamento não é a vontade do CRIADOR para nós. O CRIADOR criou o casamento para o bem do homem e da mulher. Ele nunca pretendeu que o casamento fosse uma fonte de ódio e de amargos ressentimentos.

Ódio, altercações amargas e desunião em nossos lares significam que alguém está desobedecendo ao ETERNO.

O problema começou porque alguém desobedeceu ao ETERNO ou o problema original levou alguém a cometer outros atos pecaminosos. Em ambos os casos, problemas matrimoniais sérios quase sempre envolvem pecados.

Se é assim, então podemos superar os problemas pelos mesmos métodos que as Escrituras descreve para superar outros pecados! Reconhecer que o pecado é a raiz do problema dará esperanças; porque o yaoshorul’ita sabe que o CRIADOR tem a solução para o pecado.

Contudo, o casamento envolve duas pessoas. O problema entre duas pessoas pode ser completamente removido somente se ambas as partes estiverem querendo trabalhar nele. Se somente uma das pessoas obedece ao ETERNO, a outra pessoa pode manter o problema vivo!

Porém, se seu cônjuge não trabalhar para melhorar o casamento, isto não remove sua responsabilidade por fazer o que você puder.

Para agradar ao ETERNO, você tem que seguir Sua vontade, não importa o que seu cônjuge faça. Você tem que acreditar que você pode agradar ao ETERNO, não importa como os outros ajam.

I Jo 5:4 — Se somos nascidos do CRIADOR, nós superamos o mundo por meio da . Isto inclui superar relações familiares inadequadas, mas temos que crer que isso pode ser feito pelo poder do CRIADOR.

Se ambas as partes se incumbem de praticar o plano do CRIADOR, qualquer casal pode eliminar o pecado de seu casamento. E não importa se seu cônjuge obedece ao ETERNO ou não, você ainda pode agradar ao ETERNO se você seguir os passos que já vamos descrever.

(I Co 10:13; II Co 9:8; Js 1:5-9; Ef 3:20, 21).


2.
 Ore para obter a força que o CRIADOR dá!

Fl 4:6-7 — Não fique ansioso, mas por oração e súplica leve seus pedidos ao ETERNO. Os yaoshorul’itas deverão fazer isto para todos os seus problemas, mas especialmente para seus problemas matrimoniais. Se tivermos  adequada no poder do CRIADOR, oremos diligentemente pelos nossos problemas matrimoniais.

I Jo 5:14 — Confie em que, se pedirmos de acordo com sua vontade, ele nos ouvirá (Mt 6:13; I Pe 5:7). Quando temos problemas matrimoniais, especialmente os que são sérios, precisamos crer que O ETERNO corresponderá à oração. Se tanto o esposo como esposa são yaoshorul’itas fiéis, então eles deverão passar mais tempo juntos e individualmente, orando pela ajuda do CRIADOR aos seus problemas.

Lembre-se, contudo, que o CRIADOR responde de acordo com Sua vontade (devido à Sua onisciência, Ele sabe o que é melhor para aquele momento). Se o cônjuge não é yaoshorul’ita ou não é fiel, então o CRIADOR não o forçará a proceder corretamente. Ele pode, contudo, dar-lhe a oportunidade de compreender a Sua vontade para sua vida! Quando sua família enfrenta problemas sérios, quanto você e ela/ele têm orado ao ETERNO, juntos; e [quanto] confiam no seu poder para responder à seus pedidos?


3.  Respeite a autoridade das Escrituras.

Siga as Escrituras, em vez de sentimentos ou sabedoria humana.

Pv 3:5-6 — Confie no CRIADOR e deixe que ele guie seus passos. Não se apóie em seu próprio conhecimento humano. Muito frequentemente, casais preocupados buscam fontes de orientação fora das Escrituras.

Algumas pessoas seguem psicólogos, conselheiros matrimoniais, etc. E pior, “pastores”... Outros são guiados pelos sentimentos. Pessoas se divorciam dizendo, "Não sinto mais nada por ela (ou ele)". Mas nenhuma quantidade de sentimentos pode mudar o que a palavra do CRIADOR diz.

II Tm 3:16-17 — As Escrituras provêm para todas as boas obras. Se resolver um conflito matrimonial é uma boa obra, então as Escrituras nos dirá como fazer isso. Outras pessoas podem ajudar, mas precisamos rejeitar quaisquer idéias que não concordem com as Escrituras.

A maioria de nós aceita este ponto de vista da autoridade no que diz respeito à salvação, adoração, organização da Igreja/Kehiláh, etc. Por que seria diferente a respeito de nossos lares ou de nossas vidas?

(II Pe 1:3; Jr 10:23; Pv 14:12; etc.)

 

Estude o que as Escrituras diz sobre seu problema.

Sl 1:2 — O homem justo se deleita com a lei do CRIADOR e medita nela dia e noite. Se realmente acreditamos que as Escrituras tem as respostas, temos que estudar o que ela diz. Isto é o que faríamos sobre qualquer outro problema espiritual. Por que fazer de outro modo com respeito a problemas de família?

At 17:11 — Os crentes de Beréia aprenderam a verdade examinando as Escrituras dia e noite. Precisamos fazer o mesmo quanto a nossos problemas familiares.

Esteja disposto a obedecer as Escrituras.

Mt 7:24-27 — O homem prudente não somente ouve o que a palavra do CRIADOR diz, mas também faz. O tolo ouve, mas não obedece. Se crermos que a palavra do CRIADOR contém as respostas para nossos problemas conjugais, precisamos estar determinados a fazer o que ela diz, e não apenas saber o que ela diz.


4. Respeite o padrão das Escrituras como autoridade no lar.

Ef 5:22-24 — A esposa precisa submeter-se ao seu esposo, assim como ao CRIADOR.

I Pe 3:1 — Ela precisa obedecer ao seu esposo mesmo que ele não esteja servindo ao ETERNO. Uma esposa pode pensar que ela pode desobedecer ao seu esposo se ele cometer pecado, mas o CRIADOR diz que ela ainda assim precisa obedecer. Ela só pode desobedecer se seu esposo pedir que ela cometa pecado (At 5:29).

Veremos que o esposo também tem indicações dadas pelo CRIADOR para seguir quando ele toma decisões. Frequentemente o conflito começa ou continua sem solução porque o esposo desobedece aos ensinamentos das Escrituras sobre como tomar decisões ou porque a esposa desobedece aos ensinamentos das Escrituras sobre submissão.

Resolver conflitos requer que sejam tomadas decisões. o CRIADOR proveu um modo de tomar essas decisões. Esposos precisam de prudência para tomar decisões de acordo com as direções do CRIADOR, e precisam de coragem para tomar até as decisões mais duras. Então precisam de força para fazer com que essas decisões sejam efetivadas. E as esposas precisam de força e de humildade para aceitar essas decisões.

(Tt 2:5; Cl 3:18; etc.)


5. Aja com amor.

Os maridos deverão amar suas esposas como o Messias amou a Igreja/Kehiláh (Ef 5:25,28,29). As esposas deverão amar seus maridos (Tt 2:4).

O amor é a preocupação com o bem estar de outros.

Ef 5:25,28,29 — O amor de Yaohu’shua pela Igreja/Kehiláh ilustra o amor que os esposos deverão ter por suas esposas. Ele nos amou tanto que deu Sua vida para que pudéssemos ser salvos. Assim o esposo deverá preocupar-se com o bem estar da esposa. Ele deverá alimentá-la e tratá-la com carinho. Ele não deverá usar sua autoridade só para agradar a si mesmo, mas para fazer o que é melhor para ela e a família.

I Co 13:5 — O amor não é egoísta.

Ro 13:10 — O amor não realiza nenhum dano para o próximo.

Enquanto um ou ambos os cônjuges insistirem egoistamente no seu próprio caminho, diferenças não serão resolvidas. Problemas sérios podem ser resolvidos somente quando queremos buscar o bem estar de outros, além do nosso próprio.

O amor é uma decisão da vontade.

Ef 5:25,28 — O amor pode ser governado, porque é objeto de vontade. Podemos decidir amar ou não, assim como podemos decidir obedecer ou não a qualquer outro mandamento.

Alguns pensam que o amor apenas acontece, e não pode ser dominado: você "se apaixona" ou “deixa de amar”. Assim, se um casal "simplesmente não ama mais um ao outro," nada pode ser feito exceto obter um divórcio. Mas quando percebemos que podemos decidir amar, percebemos também que podemos pôr amor num casamento. E se fracassamos em pô-lo, pecamos!

Ainda mais, assim como o Messias iniciou o Seu amor pela Igreja/Kehiláh quando éramos pecadores; que não agíamos amorosamente para com ele, assim é a responsabilidade do esposo: iniciar primeiro (dar o primeiro passo) o amor. O mandamento é ressaltado para o homem. Ele tem que amar a esposa, primeiro; e pôr amor na relação, como o Messias amou a Igreja/Kehiláh, ainda pecadora!

Ro 5:6-8 — o Messias amou-nos enquanto ainda éramos pecadores, não porque éramos tão amáveis que ele não pôde se conter. Ele decidiu (primeiro) fazer o que precisávamos que fosse feito.

Lc 6:27-28 — Somos mandados amar nossos inimigos. Amar ao próprio inimigo é mais ou menos o que custaria pôr amor em alguns casamentos! Mas amamos inimigos, não porque incontrolavelmente "nos apaixonamos", mas porque decidimos fazer o que é melhor para eles.

A declaração "Eu simplesmente não o/a amo mais" é uma confissão de pecado! É preciso arrepender-se deste pecado e corrigir a frase, com um ato da vontade, e dizer: EU TE AMO!

Quando discordâncias sérias se acumulam no casamento e não são resolvidas, um ou ambos os cônjuges não está decidindo mostrar amor.

O amor precisa ser demonstrado em ação e pelo que dizemos.

Ef 5:25 — Os esposos deverão amar como o Messias amou a Igreja/Kehiláh. Mas o Messias afirma Seu amor pela Igreja/Kehiláh (Efésios 5:2; João 3:16). Assim, os esposos deverão expressar amor um pelo outro em palavras.

Isto não exige um "sentimento" avassaladoramente romântico, que jorra e não pode deixar de ser expressado. Estamos discutindo o amor por decisão da vontade. Podemos e devemos afirmar, pela decisão da nossa vontade: "Quero que você saiba que ainda a amo, estou empenhado neste casamento e em seu bem-estar".

O amor deverá ser demonstrado pelo que fazemos.

I Jo 5:2,3 — O amor a outros exige que amemos ao ETERNO e guardemos seus mandamentos. Guardar os mandamentos do CRIADOR é amar ao ETERNO.

I Jo 3:18 — Não devemos amar só por palavras, mas por atos e em verdade. Isto é um princípio vital em cada lar. Devemos dizer coisas amáveis, mas só isso não é o bastante. Temos que agir em amor.

(Lc 10:25-37; 6:27, 28).

 

O amor exige dar e dedicação. Dar a si mesmo é a essência do amor.

Jo 3:16 — O ETERNO amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito.

Ef 5:25 — Yaohu’shua amou a Igreja/Kehiláh e deu-se por ela.

I Jo 3:14-18 — Se vemos nosso irmão em necessidade e não lhe damos o que é necessário, não temos amor.

Ro 12:20 — Amar o inimigo exige dar de comer e de beber quando necessário.

Uma exigência básica para resolver desacordos familiares é vontade de darmos a nós mesmos pelo bem de outros.

É típico. O cônjuge se recusa a mudar porque está contrariado por alguma coisa que o outro fez. Se fôssemos ver a situação honesta e objetivamente (como se fosse problema de outra pessoa), admitiríamos que não faríamos de modo diferente. Recusamo-nos a mudar por causa de algum hábito ou característica que não gostamos em nosso cônjuge.

A lição fundamental do amor do Messias é que devemos desistir de nossos próprios desejos pelo bem de outros, mesmo quando eles não estão agindo da maneira que pensamos que eles deveriam agir. Não diga, "Eu mudarei se ele ou ela também mudar". Se uma ação é boa para outros, faça-a, não importa o que eles estão fazendo. Se temos estado errados, vamos admiti-lo; não importa se eles admitiram seus erros.

Mesmo se estivermos convencidos de que não somos a raiz de um problema, devemos perguntar-nos honestamente o que podemos fazer para melhorá-lo. Isto não significa ignorar o pecado. Yaohu’shua não causou nosso problema de pecado e não transigiu com o pecado, mas ele sacrificou-se para prover uma solução para o problema do pecado. Ele não foi enviado apenas para criticar-nos pelo nosso pecado, mas tornou-se envolvido para prover uma solução. Ele não fez tudo por nós, mas certificou-se de que tínhamos um modo pelo qual podemos superar nosso problema.

Um cônjuge frequentemente criticará: "É culpa dele (ou dela), então que ele (ou ela) resolva"! Mesmo se isso for verdade, ajuda? Em vez disso, pense, "O que posso oferecer para fazer — como posso envolver-me — para ajudar a resolver este problema”? Em vez de dizer, "Por que você não faz isto”? diga "Por que nós não trabalhamos juntos nisto”?

Enquanto o esposo (não é você o “cabeça”?) não der o primeiro passo para desistir de seu intento, a desavença continuará. Quando alguém quer agir pelo bem do grupo, um passo foi dado para a resolução do problema. Quando ambos querem agir pelo bem do casal, uma solução será definitivamente encontrada!

O esposo tem a palavra final, mas não poderá fazer só o que ele quer. Ele tem que pôr de lado seus próprios desejos e fazer o que é melhor para o casal. A esposa não poderá insistir no que ela quer, mas tem que consentir e submeter-se às decisões do esposo; sem intransigências da parte dele, é claro!

(I Jo 4:9, 19; At 20:35; Lc10:25-37)

 

Até aqui vimos cinco passos para resolver conflitos no casamento: 

1. Tenha fé; 

2. Ore para obter a força que o CRIADOR dá; 

3. Respeite a autoridade das Escrituras; 

4. Respeite o padrão das Escrituras como autoridade no lar; 

5. Aja com amor.

Agora veremos mais três sugestões obtidas a partir das Escrituras.

 

6. Expresse e mantenha compromisso com o casamentoDivórcio e separação não são opções.

Leia Ro 7:2-3; Mt 5:31-32; 19:3-9; I Co 7:10-11. O casamento é um compromisso para a vida inteira. Pode-se divorciar escrituralmente de um companheiro somente se ele ou ela tiver cometido fornicação. Se nos divorciarmos em desacordo com as Escrituras, temos que buscar reconciliação com nosso cônjuge ou permanecer solteiro e em pecado. Novo casamento não é uma opção!

Obviamente, você não vai querer nunca que seu cônjuge cometa adultério (aumentado o seu pecado pelo desejo que o outro peque primeiro); daí se segue que cada um tem que esperar sinceramente que o casamento continue.

I Co 7:2-5 — Uma vez que a união sexual é correta somente dentro do casamento (Hb 13:4), marido e mulher têm que satisfazer um ao outro, os desejos de afeição sexual. Eles não devem separar-se voluntariamente, exceto por consentimento mútuo ou temporariamente, por motivos espirituais.

Às vezes, casais perturbados resolvem separar-se. A separação causa não somente tentação sexual, mas enfraquece o compromisso matrimonial e aumenta a possibilidade de divórcio. Dúvidas de um sobre a conduta do outro e os “motivos” aumentam. Os problemas não podem ser discutidos e resolvidos. As Escrituras exige, evidentemente, que ambos os cônjuges vejam o matrimônio continuamente como um compromisso.

Demonstrando o seu compromisso com o casamento.

Algumas pessoas dirão:

"Eu gostaria de nunca ter-me casado com você";

"Eu gostaria que você tivesse morrido";

"Eu deveria ter-me divorciado de você há muitos anos";

"Se isto não parar, vou procurar um advogado";

"Estou saindo, e não sei se voltarei"; etc.

Na ausência de base bíblica para o divórcio, todas essas afirmações são pecaminosas, porque destroem a segurança e o compromisso do casamento. Elas não exprimem amor, mas são usadas como arma para ameaçar (ou chantagiar) e agredir o cônjuge.

Não somente é pecaminoso praticar o erro, também é pecaminoso desejar praticar o erro ou ameaçar cometer o erro.

Pv 4:23 — As fontes da vida procedem do coração. Pecamos porque permitimo-nos pensar e falar sobre nosso desejo de pecar. Veja também Mt 5:21,27,33-37, etc.

Mt 12:35-37 — A boca fala conforme a abundância do coração. Seremos justificados ou condenados pelas nossas palavras.

Na ausência de base bíblica para o divórcio, os yaoshorul’itas jamais devem fazer qualquer coisa que aparentemente justifique ou leve à separação ou ao divórcio. Em vez disso, devem deliberadamente expressar e promover o compromisso. "Eu realmente amo você. Quero tentar resolver nossos problemas, e quero que tenhamos um bom casamento".

 

7. Expresse apreciação e louve pelo que é bom

Fl 4:6-7 — Sejam conhecidas diante do CRIADOR as suas petições, com ações de graças. Mesmo quando estamos preocupados com nossos problemas, precisamos lembrar-nos de sermos agradecidos por nossas bênçãos.

Frequentemente, em tempos de desavenças, ficamos tão agastados com nosso cônjuge, que deixamos de expressar apreciação pelas boas qualidades que ele tem. Isto tende a aumentar desproporcionalmente o problema.

Os esposos devem expressar apreciação por suas esposas.

Gn 18:22 — Não era bom o homem ficar só, por isso O ETERNO fez a mulher para ser uma companheira para ele. A mulher que desempenha o papel que o CRIADOR lhe deu é boa para o esposo. Ela foi criada pelo CRIADOR justamente para esse fim.

Pv 18:22 — Aquele que encontra uma esposa encontra uma boa coisa e obtém favor do CRIADOR. Portanto, os esposos digam (repitam) isso!

Pv 12:4 — Uma mulher digna é a coroa de seu esposo. Se assim é, então que o esposo expresse sua apreciação por ela (Pv 19:14; 31:10).

I Pe 3:7 — O esposo deverá honrar sua esposa. Contudo, muitos esposos criticam mais do que honram. Com que frequência você deliberadamente diz ou faz alguma coisa com a intenção de honrar sua esposa? Deve ela se considerar honrada simplesmente porque já se passaram alguns minutos desde a última vez que você a insultou?

Pv 31:28-31 — Uma mulher digna deverá ser louvada por seu esposo. Você louva sua esposa quando ela prepara uma refeição, limpa a casa, cuida dos seus filhos, ou cumpre as responsabilidades dela como uma yaoshorul’ita? Ou você só critica, quando pensa que ela erra?

Um esposo frequentemente tem um sentimento de satisfação e realização pelo seu trabalho. Ele recebe pagamento regularmente e promoções ocasionais. Mas a esposa trabalha dia após dia em casa com a família. Se o esposo não expressar apreciação, a esposa ainda encontrará um sentimento de realização vendo seus filhos se desenvolverem, e em saber que, acima de tudo, o CRIADOR está apreciando. Mas ela terá um sentimento muito maior de segurança e de ser indispensável se seu esposo lhe disser que aprecia o que ela faz. O CRIADOR nos diz para louvarmos nossas esposas quando elas fazem o bem. Se o fizermos, ela achará mais fácil cumprir o seu papel como dona de casa submissa.

As esposas devem expressar apreciação por seus esposos.

Ro 13:7 — Todos os yaoshorul’itas devem honrar a quem a honra é devida. Este é um princípio que ensina os esposos a honrar suas esposas, mas também ensina elas a honrar seus maridos.

Ef 5:33 — Porque o esposo é a cabeça da esposa (versículos 22-24), ela deverá respeitá-lo (reverenciá-lo). Certamente, isto inclui expressar apreciação por ele.

Esposas, se seu esposo trabalha todos os dias no seu emprego para sustentar você e a família, com que frequência você lhe diz que o aprecia? Ou você pega o salário dele e gasta sem uma palavra de agradecimento? Quando ele faz um trabalho manual pela casa, para você, ou gasta parte do seu tempo com os filhos, ou cumpre seu papel como um homem yaoshorul’ita, você lhe diz que o aprecia?

Provavelmente a maior necessidade que a esposa tem é uma sensação de segurança sabendo que é amada e indispensável. Provavelmente a maior necessidade que o homem tem é a sensação de valor pessoal ao saber que é respeitado e admirado. Ambas estas necessidades são satisfeitas se esposo e esposa expressarem apreciação um pelo outro.

Se você estiver com raiva e aborrecida com seu cônjuge, faça estas duas coisas:

a. Faça uma lista honesta de cada boa qualidade que ele possui e de cada boa obra que ele faz. Faça-a tão completa quanto você puder.

b. Depois, a cada dia, tome a firme disposição de expressar amor ao seu companheiro. Encontre alguma coisa especial que ele fez e expresse sua apreciação por isso. Isto ajudará significativamente quando chegar o tempo de discutir seus problemas, e também fará com que seus problemas pareçam muito menos sérios.

 

8. Discuta o problemaDisponha-se a dialogar.

Algumas vezes um cônjuge fica com tanta raiva que se recusa a conversar. Alguns homens pensam que têm o direito de tomar decisões sem discussão (conversar com ela sobre o assunto e assim decidirem de comum acordo).

O esposo deverá estar disposto a considerar os pontos de vista de sua esposa.

Ef 5:25-33 — O esposo é cabeça como Yaohu’shua é cabeça da Igreja/Kehiláh. Mas o CRIADOR ouve nossos pedidos feitos em oração (Fl 4:6).

Ef 5:28-29 — O esposo deve amar sua esposa como ele ama ao seu próprio corpo, mas o corpo comunica suas necessidades à cabeça para que ela tome as decisões de acordo com o que é melhor.

Tg 1:19 — Todo homem deverá ser pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para irar-se.

I Pe 3:7 — O esposo tem que tratar sua esposa com compreensão. Mas, desde que os homens não são leitores de pensamentos, isto requer ouvir aos pontos de vista dela (veja Mt 7:12).

Se o pecado está envolvido, ambas as partes têm que discutir.

Lc 17:3-4 — Aquele que acredita que o outro pecou, deve repreendê-lo. Isto certamente se aplica no lar como em qualquer lugar (Lv 19:17, 18; Mt 18:15; Pv 27:5, 6).

Mt 5:23-24 — Aquele que for acusado de pecado deve estar disposto a conversar para procurar reconciliação. Outra vez, isto seguramente se aplica no lar.

Observe que a pessoa que crê ter sido ultrajada e a pessoa que é acusada de fazer o mal estão, ambas, obrigadas a discutir o assunto. Se o conflito no lar deve ser resolvido, ele precisa começar pela discussão. "Calar a boca" não é uma opção!

Observe, contudo, que a "hora" adequada para discutir também é importante. Discutir na frente das crianças ou quando você estiver extremamente irritado pode não ser bom. Se for assim, não "cale a boca" somente.

Em vez disso, concorde em discutir mais tarde o assunto, e acerte uma hora quando você o discutirá. Marque um encontro e cumpra-o!

(Mt 18:15-17; Pv 10:17; Gl 6:1; Pv 13:18; 15:31, 32; 29:1; 25:12; 9:8; 12:1).

 

Falem... para resolver o problema, não para ferir um ao outro!

Mt 5:24 — A meta é reconciliar-se, não ferir as pessoas. Frequentemente estamos querendo falar, mas somente com o propósito de impor nossa vontade. Procuramos conseguir uma vitória, provando que a outra pessoa está errada, etc. O objetivo deverá ser: encontrar uma solução nas Escrituras (Lv 19:18; leia Tg 1:19).

Ro 12:17,19-21 — Não retribua o mal com o mal, nem busque vingança, mas retribua o mal com o bem. Algumas vezes um casal começa a tentar resolver um problema, mas um insulta o outro, então o outro replica com outro insulto. Logo a meta se torna ver quem pode ferir mais a outra pessoa. Para Yaohushua (o Amor) não tem sentido o dito popular: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”!

Muitas discussões terminam em brigas, porque deixamos que o problema se torne uma oportunidade para atacar um ao outro. Discuta o problema para resolvê-lo; não para ferir os sentimentos um do outro.

Quando apresentar um problema, introduza-o objetivamente e mantenha o foco sobre o problema específico. "Querida, há um problema sobre o qual precisamos conversar..."

Não amplie o problema para atacar o caráter da outra pessoa. Evite dizer "Você é mesmo egoísta, isso é o que você é", ou "Por que você não pode ser como a esposa de fulano"? Evite reviver (as coisas ruins) o passado!

Ouça o ponto de vista de seu cônjuge.

Uma "discussão" exige que ambos ouçam e falem. Na prática, contudo, muitos cônjuges só querem [falar] expressar seus próprios pontos de vista.

Tg 1:19 — Cada homem deve ser rápido no ouvir, tardio no falar, tardio em irar-se. Não entre na discussão achando que a outra pessoa não tem razões válidas para seu ponto de vista. Devemos ser rápidos no querer ouvir, e tardios para apresentar nossos pontos de vista, especialmente quando estamos irados. Leia Pv 18:13.

Sugestão: Comece a discussão convidando seu cônjuge a explicar seu ponto de vista. Não comece atacando a posição que você acha que ele mantém e defendendo seu próprio ponto de vista. Comece fazendo perguntas destinadas honestamente a ajudar você a entender o que ele pensa. "Você poderia explicar-me porque fez isso, desse modo”? "Você não pensou que seria melhor fazer assim”? Pode ser que ele (ela) tenha considerado seus métodos e tem alguns motivos válidos para preferir outra abordagem.

Não domine a discussão. Deixe a outra pessoa expressar seus pontos de vista. Você aprecia quando outros só atacam seus pontos de vista, mas recusam-se a ouvir o que você tem a dizer? "Ame a seu próximo como a si mesmo," e o trate como você gostaria de ser tratado (Mt 7:12).

Além de que, OUVINDO, você rapidamente esvazia os argumentos da outra parte, tendo então condições de expor  - e repensar – os seus!

Examine honestamente a “evidência” dela.

Jo 7:24 — "Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça."

Procure honestamente conhecer os fatos; talvez a outra pessoa não tenha feito o que você pensa que ela fez. Pergunte pelas razões pelas quais a outra pessoa mantém seu ponto de vista. Talvez ela tenha razões que você não considerou.

Só então apresente “sua evidência” para seu ponto de vista. Não faça ataques e acusações. Não salte para conclusões nem aponte motivos. Se você não tiver prova, faça perguntas. Não faça acusações a menos que tenha prova. Reconheça a obrigação de provar o que você diz ou então não o diga! E, IMPORTANTE: saiba que o inimigo faz de mentiras, provas; portanto, nem tudo É o que parece que É!!!

Mt 18:16 — Pela boca de duas ou três testemunhas cada palavra pode ser estabelecida. (At 24:13). Não considere seu cônjuge culpado de um “mal feito” enquanto a evidência não estiver clara. Não o condene na base de opinião ou de aparências inconsistentes, porque você não vai querer que ele o condene nesse mesmo tipo de base.

Jo 12:48; II Tm 3:16-17 — As Escrituras têm que nos guiar em assuntos do tipo “certo” ou “errado”. Afinal, são elas – seu Padrão – que nos julgarão no último dia!  E, se há princípios bíblicos relativos ao assunto, os cônjuges devem estudá-los juntos.

Examine honestamente sua própria conduta, motivos, etc.

Considere honestamente a possibilidade de você estar errado, ou que você possa, ao menos, ter contribuído para o problema. Não encontre defeito apenas em seu cônjuge. Talvez você possa melhorar.

Gn 3:12-13 — Quando o primeiro casal pecou, o CRIADOR (Yaohu’shua hol’Mehushkháy, segundo Jo 1:3; Hb 1:2) os confrontou. O homem culpou a mulher – juntamente com o próprio CRIADOR: ...a mulher que Tu me destes) e a mulher culpou a serpente. Todos erraram, mas nenhum deles queria admitir seu erro. E pior, em última instancia, é muito cômodo “empurrar” a culpa para outros (sua mãe; seu pai; seu irmão; seu patrão; seus amigos; suas amigas; etc)... Isto é típico. Mesmo quando somos culpados, queremos que outros aguentem ou partilhem a culpa. "Olhe o que ele, ou ela, fez"!

Pv 28:13 — "O que encobre suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”. Se uma família tem problemas sérios, quase invariavelmente há pecado, mas o culpado, ou culpados, culpam outros, tentam justificar, etc. (II Co 13:5).

O orgulho evita que reconheçamos e admitamos nossa culpa. A maioria das pessoas, quando estuda um tópico como este, pode pensar em montes de pontos que se aplicam a seus cônjuges, e que tal aplica-los a você?

Honestidade e humildade levam-nos a buscar a verdade e a admitir quaisquer erros que tenhamos cometido. E lembre-se, mesmo se não estamos convencidos de ter causado um problema, o amor nos leva a querer envolver-nos e ajudar a resolvê-lo. (I Ts 5:21; Sl 32:3, 5; Gl 6:1).

Seja paciente e domine seu temperamento.

I Co 13:4 — O amor é paciente. Ficamos facilmente irritados quando um assunto não é resolvido rapidamente. Resolver alguns problemas pode levar muito tempo, melhorando gradualmente. Não desista. Não espere que seu cônjuge mude da noite para o dia. Dê-lhe tempo (Ro 2:7; Gl 6:7-9; II Ts 3:5).

Pv 18:13 — Responder a um assunto antes que tenhamos ouvido completamente, é tolice. Às vezes estamos prontos para julgar um assunto antes que tenhamos meditado sobre ele do começo até o fim. Não tome decisões precipitadas.

Não pense que você pode chegar à uma decisão final na primeira vez em que um assunto aparece. Dê tempo a você e a seu cônjuge para pensar sobre o que foi discutido. Se sua discussão inicial não leva a uma solução, peça tempo para pensar sobre ela. Prometa discuti-la novamente mais tarde. É mais provável que você chegue a uma conclusão racional, e seu cônjuge saberá que você levou o assunto a sério.

Pv 15:1 — Uma resposta delicada afasta a ira, mas uma palavra áspera atiça a raiva. Não permita que seu temperamento faça você perder sua objetividade e recorra a ferir a outra pessoa. A raiva não é necessariamente pecaminosa, mas pode ser dominada, de modo a não nos levar ao pecado (Ef 4:26; Tg 1:19-20).

 

Recapitulando - Até aqui vimos oito passos para resolver conflitos no casamento: 

1. Tenha fé, 

2. Ore para obter a força que o CRIADOR dá, 

3. Respeite a autoridade das Escrituras, 

4. Respeite o padrão das Escrituras como autoridade no lar, 

5. Aja com amor,

6.  Expresse e mantenha compromisso com o casamento, 

7. Demonstre apreciação e louve pelo que é bom, 

8. Discuta o problema.

Agora veremos mais duas sugestões...

 

9. Reconcilie-se

A meta não é falar sem parar, nem simplesmente dar vazão a frustrações e mágoas, mas sim, resolver o problema. Você deverá buscar e determinar um plano de ação pelo qual o problema cesse de atormenta-lo. Além de que o AMOR tem extremo poder para apagar mágoas!!!

Transija e tolere diferenças de ponto de vista, quando possível!

I Co 13:4 — O amor é paciente, é benigno. O amor não é egoísta.

Cada casal encontra um no outro, características que gostaria de mudar, mas não pode... O pecado não deve ser tolerado, mas se não há pecado e a pessoa só esta fazendo coisas que nós não gostamos, o amor não cobrirá nossos desejos pessoais até o ponto de esquecermos-nos deles. Aprenda a tolerar estas “falhas” sem amargura e então, o AMOR vencerá!

Ro 14 — Até mesmo algumas decisões espirituais são questão de opinião, e não de pecado. Se você não pode provar que seu cônjuge cometeu pecado, não conclua que ele seja culpado.

Tg 3:14-18; Mt 5:9; Ro 12:17-21; I Pe 3:11 — Procure sinceramente uma solução pacífica para o problema. Devemos querer que o conflito termine, mesmo que desistamos de nossos próprios desejos para consegui-lo.

Em alguns assuntos, pode haver entendimento para dar e receber. Desde que nenhuma convicção bíblica seja violada, procure uma solução conciliatória: "Eu concordo nisto, você concorda nisso." Ou, "Desta vez faremos do seu jeito, na próxima vez faremos do meu jeito".

Lembre-se de considerar modos de você se envolver e ajudar seu cônjuge a fazer melhor uma tarefa, em vez de ficar sentado e criticando. Talvez, em algum assunto, terminarão cada um seguindo um caminho separado e fazendo coisas separadas (At 15:36-40). Contudo, se um dos cônjuges é culpado de pecado, então é preciso ser feita uma outra abordagem.

Arrepender-se do pecado.

II Co 7:10; At 8:22 — Se um ou ambos os cônjuges tiverem pecado, as Escrituras diz para se arrependerem e orarem por perdão. Por que os pecados na família deveriam ser diferentes?

Arrependimento é uma decisão e compromisso de mudar. Temos que reconhecer que temos estado errados e concordar em fazer o que é certo. Se o pecado for a causa de nossos problemas, nunca corrigiremos nosso casamento enquanto não arrependermos (Lc 13:3; At 17:30; II Pe 3:9).

Peça perdão pelo pecado (confesse-o).

Lc 17:3-4 — Se pecamos, temos que dizer "Arrependo-me". Algumas vezes percebemos que estávamos errados, mas não queremos admiti-lo; certamente por puro orgulho. Enquanto não fazemos isso, aqueles a quem prejudicamos não podem saber que nos arrependemos.

Mt 5:23-24 — Quando prejudicamos alguém, precisamos procurá-lo e corrigir, ou o CRIADOR não aceitará nossa adoração. Você tem reparado as ofensas que tem feito à sua família?

Tg 5:16 — Temos que confessar nossos pecados uns aos outros. Algumas vezes, as pessoas com quem temos que nos desculpar são aquelas mais íntimas. Pensamos que, se admitirmos erro, elas perderão o respeito por nós. Isto é simplesmente orgulho. Mas o amor não é vaidoso (I Co 13:4).

Pv 28:13 — Aquele que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas aquele que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.

Seja preciso. Não minimize, não dê desculpas, não escape da culpa, nem recrimine. Não diga, "Enganei-me, mas veja o que você fez!" Mesmo que você esteja convencido de que seu cônjuge também está errado, admita honestamente seu próprio erro e corrija-o, primeiro! Não tente salvar as aparências. Não exija que o outro o perdoe nem lhe diga como deverá tratá-lo. Apenas se humilhe e peça desculpa. Mais tarde, talvez em outra oportunidade, discuta os erros que você crê que ele precisa corrigir.

Ore por perdão.

At 8:22 — Pedro/Káfos disse a Simão [o mágico] para se arrepender e orar por perdão. Se pecarmos, precisamos confessar, não apenas ao nosso cônjuge, mas também ao ETERNO.

I Jo 1:9 — Ele é fiel e justo para nos perdoar, se confessarmos nossos pecados.

Quando você tiver pecado, você confessará humildemente ao CRIADOR e a seu cônjuge? (Mt 6:12; Sl 32:5).

Perdoe um ao outro.

Lc 17:3-4 — Quando alguém pecou contra nós e confessa, temos que perdoar, mesmo sete vezes num dia, se necessário. O perdão é frequentemente necessário nas famílias. O amor perdoa tantas vezes que for necessário.

Cl 3:13 — Precisamos perdoar do modo que o CRIADOR perdoa. Como queremos que o CRIADOR nos perdoe? Será que queremos que ele diga, "Já perdoei você bastante. Não me importa o quanto você esteja triste nem que tente muito, eu não perdoarei"? Queremos que ele nos perdoe, mas depois fique jogando isso na nossa cara e usando-o como uma arma contra nós?

Ilustração: Quando tribos indígenas fazem as pazes, elas simbolizam isso enterrando um machado. O ponto é que todos sabem onde ele está, mas ninguém iria desenterrá-lo e usá-lo para ferir outros. Portanto, o perdão não significa que não estamos mais atentos ao que aconteceu. Significa que não usaremos mais isso para ferir a outra pessoa.

Pv 10:12 — O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões. Como é sua família? Vocês se amam uns aos outros o bastante para admitir seus erros e então realmente perdoar como vocês querem que o CRIADOR os perdoe?

Veja, também, Mt 18:21-25; 6:12,14,15; 5:7.

 

Desenvolva e execute um plano para corrigir o problema.

Muitos problemas estão profundamente enraizados, continuaram por longo tempo, ou causaram danos sérios. Alguns cônjuges confessam o mesmo velho pecado vezes e mais vezes, mas nunca tomam providências especiais para mudar sua conduta. Parece que eles pensam que tudo o que têm que fazer é admitir o erro de tempos em tempos!

Mas, cuidado, não tente dizer que um pecado acalentado ou reticente acabará por se tornar o tal de “pecado imperdoável”, isto é antibíblico. Leia o contexto de Mt 12:31 e observe que o pecado imperdoável é ATRIBUIR as obras que o Messias faz, pelo poder do Pai, ao inimigo; isto o Pai não perdoa!!!

Pv 28:13 — O que encobre suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Não importa quantas vezes confessamos um problema, ele não fica verdadeiramente resolvido enquanto não mudamos nossa conduta!

Mt 21:28-31 — Yaohu’shua descreveu um filho que não fez o que seu pai mandou. Quando se arrependeu, teve que fazer o que tinha deixado de fazer. Quando nos arrependemos de erros, precisamos nos esforçar para ter certeza de que não serão repetidos. Pois hábitos permanentes, planejamento e esforço serão necessários para mudar nossa conduta.

Veja, também, Ef 4:25-32; Mt 12:43-45.

At 26:30 — Aquele que se arrepende deve produzir "frutos de arrependimento" ou fazer "obras dignas de arrependimento" (Lc 3:8-14; Mt 3:8). Isto inclui assegurar-nos de que não repetiremos o erro no futuro. Mas também inclui fazer o que pudermos para superar o dano causado por nossos atos errados, no passado. (cf. Ez 33:14-15; I Sm 12:13; Fl 10-14,18,19; Lc 19:8).

Quando um casal tem problemas antigos e profundamente estabelecidos, uma resolução precisa incluir acordo mútuo sobre o que os cônjuges pretendem especialmente fazer de modo diferente no futuro, para mudar a conduta! Eles precisam de um programa especial ou plano de ação, talvez até um que seja escrito.

Caminhos alternativos poderão ser discutidos. Os modos em que cada cônjuge pode ajudar o outro deverão ser acertados. Os acordos deverão incluir exatamente o que cada parceiro fará de modo diferente no futuro. Preferivelmente, estes deverão ser expostos de modo que permita que o progresso seja óbvio e possível de ser medido; deverá ser evidente quando as mudanças estão (ou não estão) sendo concretizada. Então o casal deverá fazer promessas ou compromissos mais explícitos um ao outro, para efetivar estes atos.

Tg 5:12 — Antes seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não! Quando fazemos compromissos um com o outro, temos que fazê-lo conscientemente e temos que efetivar nossos compromissos. Temos que fazer as mudanças que prometemos fazer e cumprir o plano de ação com o qual concordamos. (Ro 1:31, 32; II Co 8:11). Leia II Pe 2:22.

 

10. Procure ajuda (se for necessária)

O procedimento que descrevemos resolverá a maioria dos problemas familiares sérios, se realmente amamos um ao outro e desejamos obedecer ao ETERNO. Mas, e se claramente há pecado numa família e o procedimento acima foi tentado, e o problema ainda continua? As Escrituras nos diz para obtermos ajuda de outros yaoshorul’itas.

Fale com um ou dois yaoshorul’itas fiéis.

Gl 6:2 — Levem as cargas uns dos outros. A primeira fonte de ajuda deve ser outros yaoshorul’itas. Alguns são muito embaraçados (envergonhados) para aceitar que outros descubram seus problemas, mas um dos primeiros passos para superar um problema é admitir que o temos.

Tg 5:16 — Confessem suas faltas um ao outro e orem um pelo outro. Algumas vezes outros yaoshorul’itas têm tido experiência em lidar com um problema desses e podem tirar das Escrituras a aplicação de que precisamos. Certamente, eles TAMBÉM podem orar por nós. Por que yaoshorul’itas com problemas espirituais iriam buscam ajuda primeiro de conselheiros que nem mesmo são yaoshorul’itas?

Mt 18:15-16 — Se teu irmão peca contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Mas se isto não resolve, procure ajuda. Leve um ou dois yaoshorul’itas com você.

Muitos pensam que esta passagem não se aplica a problemas familiares, mas por que não? Ela discute casos onde um yaoshorul’ita peca contra outro. Onde, esta ou passagens semelhantes, excluem da aplicação os membros da família? A maioria das passagens escriturísticas que citamos neste estudo foram de aplicação geral, não dizendo respeito especificamente à família, contudo todos podem ver que TAMBÉM se aplicam à família. Por que este versículo acima não seria a mesma coisa? (veja I Co 6:1-11).

Apresente-o à Igreja/Kehiláh, e então se retire.

Mt 18:16-17 — Esperamos que a mediação de um ou dois outros yaoshorul’itas resolva o problema, mas se não, então as Escrituras diz para apresentar o assunto à congregação. Talvez o envolvimento de toda a oholyao/congregação leve a parte culpada ao seu bom senso.

Se mesmo isto não resolver o problema, então aquele que está claramente em pecado precisa ser expulso (II Ts 3:15; I Co 5; etc.). Este é o único caso em que o JOIO deve ser colhido; para que assim, não contamine o trigal!!!

Isto não quer dizer que devemos correr para a oholyao/congregação a cada problema pessoal. Mas se o pecado está claramente envolvido e os esforços individuais não levam ao arrependimento, o CRIADOR dá o modelo do procedimento. Em muitíssimos casos, o pecado continua em nossos lares porque somos demasiadamente orgulhosos ou tolos para seguir o caminho das Escrituras para buscar auxílio.

Conclusão

As Escrituras nos municiam para todas as boas obras, incluindo como resolver problemas em nossos lares. Há esperança para casamentos perturbados. Podemos e devemos resolver nossos problemas ao modo do CRIADOR. Se não fizermos assim, não temos ninguém a quem culpar, senão a nós mesmos!

Amnao!

 

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