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SHEMA YSRAEL, YAOHUSHUA ELOHENU UL, YAOHUH  ECHAD! Dt 6:4.

Escuta Yaoshor'u! Yaohushua é o nosso Criador; o Eterno é um Só!

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Hag -  Festa, Festa Religiosa

 
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(Hagag) é um verbo que significa: “Festejar” deriva provavelmente da raiz “houng” que significa “círculo”, de onde vem a idéia de fazer uma roda, dançar evocando o rito das danças Sagradas, ou de andar em volta de um altar sacrificial, um rito de peregrinação quase universal.

Edição de oCaminho

(Hagag) é um verbo que significa: “Festejar” deriva provavelmente da raiz “houng” que significa “círculo”, de onde vem a idéia de fazer uma roda, dançar evocando o rito das danças Sagradas, ou de andar em volta de um altar sacrificial, um rito de peregrinação quase universal.

A idéia básica é: Observar uma festa ou celebrar um dia de “santificação”. Ordem do Criador para Faraó. “Depois foram Mehushua/Mehushua e Araão e disseram a Faraó: Assim diz o CRIADOR, o Criador de Yaoshor'ul: deixa ir o meu povo, para que Me celebre uma Festa no deserto.” (Ex 5:1)

O Substantivo “Hag” designa as vocações Sagradas durante as quais são realizados os ritos próprios de cada solenidade. Na Bíblia “todas as Festas” tem como origem um mandamento de UL, mesmo quando suas raízes se encontram nos ciclos da natureza e das estações. O Mandamento é usado para expressar autoridade divina.

Todos esses dias estão baseados em Mandamentos específicos da Toráh e será como memorial; no hebraico é “Zikarôm”.

Este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por Festa ao CRIADOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. (Ex 12:14).

Dize aos filhos de Yaoshor'ul: No sétimo mês, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, um memorial com som de trombeta, santa convocação. (Lv 23:24).

Este é um termo técnico muito preciso mediante o que as pessoas têm sua memória avivada; trazendo à lembrança a essência do culto religioso para proveito do homem.

- A raiz da palavra memorial significa: Ferroar, espinhar, fazendo-nos lembrar o que foi dito. Aquilo que espinhar, penetra ou estimula a mente e serve-nos de lembrete.

Exemplo: A Páscoa faz-nos lembrar como o CRIADOR poupou o Seu povo, tirando-os das mãos de Faraó. Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para os vossos filhos, para sempre. Quando tiverdes entrado na terra que o CRIADOR vos dará, como tem dito, guardareis esta cerimônia. Quando vossos filhos vos perguntarem: Que cerimônia é esta? Respondereis: Este é o sacrifício da Posqayao ao CRIADOR, que passou por cima das casas dos filhos de Yaoshor'ul no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo se inclinou e adorou. (Ex 12:24-27).

 

No Novo Testamento a palavra Memorial aparece por três vezes.

A Mulher que ungiu a Yaohushua com unguento caro, preparando o seu corpo para sepultamento. O Memorial servirá em favor dela (Cf Mt 26:13).

Oração do justo Cornélio servirá de perene Memorial em favor dele. (Cf At 10:4).

Todas as vezes que celebramos a “ceia” temos o propósito de relembrar, trazer à memória a pessoa de Yaohushua. (Cf Lc 22:19) (I Co 11:24-25)

As Memórias servem para destacar aquilo que é importante do comum. O Shabbós é relacionada no Decálogo como um memorial: Lembra-te do dia de Shaboos, para o santificar. (Ex 20:8)

A primeira Festa citada no Código de Santidade é o “Shabbós”. Disse o CRIADOR a Mehushua: Fala aos filhos de Yaoshor'ul e dize-lhes: As festas fixas do CRIADOR, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as minhas festas. Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é shabbós do CRIADOR em todas as vossas moradas.” (Lv 23:1-3).

O Shabbós vem à frente, como a primeira Festa, como que encabeçando, ou melhor, convencendo o homem e persuadindo-o, a um objetivo único: “Santidade”. ... sem a santificação ninguém verá o CRIADOR. (Hb 12:14b).

A guarda do Shabbós é um dia de “Festa” onde devemos “honrar” esse dia que nos é dado pelo Criador como um presente, uma dádiva dos céus. O “Shabbós” significa no hebraico descansar, cessar algo que se estava fazendo, repouso. Em síntese: Deixar de realizar todo trabalho remunerado, isto é, que lhe traz o sustento do dia a dia...

Em Ex 20:10 o mandamento associa a guarda do “shabbós” ao fato do próprio o Criador ter descansado no sétimo dia, depois de seis dias de trabalho. (Cf. Gn 2:2-3).

O Shabbós, portanto é um convite a se reconhecer a “Soberania do Criador”.

O Shabbós é um sinal da Aliança do Criador para com o homem. Os filhos de Yaoshor'ul guardarão o shabbós, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre Mim e os filhos de Yaoshor'ul será ele um sinal para sempre, pois em seis dias fez o CRIADOR o céu e a terra e ao sétimo dia descansou e tomou alento.” (Ex 31:16-17 - Cf. Ez 20:12).

Após o “Shabbós” haver terminado, a havdalá é dita. A palavra havdalá significa: “separação”. A cerimônia deve ser realizada para assinalar a divisão entre o “shabbós” (que é santo) e o resto da semana que são dias comuns; laboriosos.

Podemos compreender bem, a profundidade desta cerimônia, e a necessidade que temos como povo do Criador de colocá-la em prática; porque a cada semana que guardamos o “Shabbós”, estamos profetizando que iremos separar com firmeza aquilo que é santo do profano. O profeta Ezequiel/Kozoq’ul, quando fala da “Restauração”, ele deixa bem claro que a tarefa dos sacerdotes e levitas é ensinar o povo a diferença; a discernir e identificar entre o Santo e o profano.

Ao Meu povo ensinarão a distinguir entre o Santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro. (Ez 44:23).

Assim sendo, as celebrações bíblicas que estão prescritas na Toráh são tão necessárias para nós, que ao voltarmos a celebrá-las como fazia a Kehiláh primitiva, deve ser considerado uma honra; um privilégio como também um grande benefício espiritual individual e coletivo para o povo do Criador.

As minhas leis e os meus estatutos em todas as minhas festas fixas guardarão, e os meus shabbós santificarão. (Ez 44:24b).

Zacarias/Zochar’yah profetiza que as nações celebrarão as Festas. Então compreendemos que elas são determinadas pelo CRIADOR não apenas para os judaicos, como também para os estrangeiros:

...mas o sétimo dia é o Shabbós do Criador, teu criador. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. (Ex 20:10).

Então todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Yah'shua-oleym, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o CRIADOR dos Exércitos, e celebrar a Festa dos Tabernáculos. Se alguma das famílias da terra não subir a Yah'shua-oleym, para adorar o Rei, o CRIADOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva. Se a família dos egípcios não subir, nem vier, cairá sobre eles a praga, com que o CRIADOR ferirá as nações que não subirem a celebrar a Festa dos Tabernáculos. Este será o castigo dos egípcios e o castigo de todas as nações que não subirem a celebrar a Festa dos Tabernáculos. (Zc 14:16-19).

O profeta Jeremias/Yarmi’yaohuh no capítulo 14 e 15 compartilha da indignação de UL por causa dos pecados do povo. O CRIADOR estava irado, principalmente com os líderes, pois não ensinavam o seu povo separar o santo do profano. Porque o modelo de serviço dos líderes é o interesse próprio. As Escrituras classifica esse comportamento como aquele que busca alguma coisa de valor para si mesmo, e não visa o bem estar da comunidade. (Cf Ez 34:2).

O ensino de Yaohushua está em perfeita harmonia com a Toráh e os profetas, cujo objetivo é orientar e encaminhar o homem, a fim de que seu comportamento seja modificado. A principal coisa na Restauração da Fé Bíblica é a recuperação, o conserto, pondo em bom estado as nossas vidas.

Yaohushua diz assim: ... Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo. (Mt 16:26a).

“... renuncie-se a si mesmo...”. Aquele que conseguir libertar-se do seu próprio “Eu” (ego - egoísmo); pode então servir ao CRIADOR completamente. O ego é a personalidade do indivíduo, a alma humana.

A segunda ordenança de Yaohushua é: ... tome a sua cruz e siga-Me. (Mt 16:24b).

Para entendermos melhor a citação do CRIADOR a respeito da “cruz”, vejamos o contexto histórico da época. Quando Yaohushua era criança e tinha acabado de voltar do exílio no Egito com seus pais, que haviam fugido do furor assassino de Herodes (Cf Mt 2:13-16), havia explodido a revolta de Yaohu’dah, o Galileu; todo o grupo de pessoas unidas a ele contra as determinações de Roma (ano 6 d.Y.) foram impiedosamente reprimidos pelo governo romano e a cruz foi o instrumento de tortura usado para que dois mil homens fossem crucificados. Você encontra no livro de Atos dos apóstolos Gamaliel se referindo a Yaohu’dah, o Galileu. (Cf At 5:37).

Não devemos nos esquecer que a “cruz” é ferramenta [maldita] de tortura dos romanos e de outros povos, produzindo violência física. A ocupação militar romana executava seus condenados à morte com uma lei de escravo. Assim fizeram com nosso rabino Yaohushua hol’Mehushkyah.

Hoje, Roma e outras nações pagãs, não usam a cruz física para submeter seus oponentes à morte. Porém, lança um dardo espiritual inflamado tão poderoso, que é capaz de aprisionar os homens a eles mesmos e aos seus ídolos.

A consequência é o cativeiro do ser humano às suas doutrinas filosóficas pagãs [diga-se trindade; imortalidade da alma; nascimento virginal; moradas no céu; etc] e ao misticismo, fazendo-o viver num mundo imaginário. Tudo isso produz intenso sofrimento moral, muita angústia que pode gerar a morte [tanto a1ª quanto a 2ª morte]. Esta é uma forma sutil, porém, violenta de submeter as pessoas à tortura.

O profeta Jeremias/Yarmi’yaohuh recebeu do CRIADOR uma amarga responsabilidade: fazer o povo do Criador retornar à Sua Palavra, principalmente para a Toráh.

Portanto assim diz o CRIADOR: Se tu voltares, então te trarei, e Me servirás...”. (Jr 15:19a).

Para que isto acontecesse, seria necessário um processo de refinamento (ato de separar uma substância dos elementos que lhe são estranhos; purificar) através do juízo de UL (cativeiro babilônico) a fim de separar a escória do verdadeiro e precioso metal, como a prata e o ouro. “... se apartares o precioso do vil, serás o Meu porta-voz...” (Jr 15:19b).

Se, obedecermos ao CRIADOR e confessarmos os nossos pecados, principalmente a nossa infidelidade, como reconheceu Esdras/Ozór e Neemias/Naokhem’yah, os líderes do período da Restauração (Cf. Ed 9:1-15; Ne 9:1-38); com certeza o Eterno nos ouvirá e ficaremos livres dos juízos do CRIADOR.

 

Porque o Criador insiste tanto na celebração das Festas?

Primeiro: Porque as celebrações Bíblicas nos restituem o nosso direito de Unidade da nossa Fé com Yaoshor'ul, acertando assim a nossa situação jurídica que estava pendente; pois, a Lei (Tanakh) prescreve: “as Festas do CRIADOR, que proclamareis como santas convocações...” (Lv 23:2).

Se deixarmos de cumprir a ordenança do Criador, a nossa situação relativa ao direito fica como que pendurada, pendente, mais inclinada para a queda que qualquer outra coisa. Se obedecermos ao que está prescrito, entramos em acordo com as normas da Toráh e então ganhamos a estima; a regeneração moral perante Yaoshor'ul, nossos verdadeiros pais espirituais, podendo assim cumprir em nossa vida as palavras do profeta Malaquias/Malaokhí.

Lembrai-vos da Lei de Mehushua, meu servo, a qual lhe mandei em Horebe, para todo o Yaoshor'ul, os estatutos e juízos. Vede, Eu vos enviarei o profeta Elias/Uli’yaohuh, antes que venha o dia grande e terrível do CRIADOR. Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição. (Ml 4:4-6). Leia: O Terceiro Elias – CLIC!

A devolução do nosso Direito de Unidade da nossa Fé com Yaoshor'ul é um bem muito precioso que teremos de recuperar; que retornará às mãos da Kehiláh de Yaohushua.

Vejamos no livro de Bereshit (Gênesis) para tentarmos entender com base bíblica o que estamos afirmando.

Então o CRIADOR, seu Criador, fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou, então uma das suas costelas, e fechou a carne em seu lugar. Então da costela que o CRIADOR tomou do homem, formou a mulher, e a trouxe ao homem. (Gn 2:21-22).

Os rabinos ensinam que o fato de a mulher ter sido tirada do corpo do homem explica o desejo que “Ele” possui de estar unido à ela. Então podemos afirmar que a unidade entre os dois foi celebrada e determinada pelo Eterno desde a criação – realizada por Seu Filho – da mulher. O apóstolo Paulo/Sha’ul escrevendo aos Efésios diz assim: “Afinal de contas, nunca ninguém odiou a sua própria carne, antes a alimenta e sustenta, como também o CRIADOR à Kehiláh; pois somos membros do Seu corpo. Por isso deixará o homem ao seu pai e à sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Yaohushua e a Kehiláh.” (Ef 5:29-32).

O Mistério que o apóstolo está se referindo, consiste na Restauração da unidade entre Yaoshor'ul e a Kehiláh, antes, uma revelação oculta, mas agora descoberta e declarada por Yaohushua.

E porque a mulher foi tirada de uma costela, de um osso? Para chamar a nossa atenção em relação quanto à nossa Vocação Sacerdotal, nosso chamado espiritual. Nosso chamado está limitado a um corpo e no interior dele.

Disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, carne da minha carne; ela será chamada mulher, pois do homem foi tomada. (Gn 2:23).

Tradução Original: ... Esta aqui, esta vez, é osso dos meus ossos, carne da minha carne e esta será chamada mulher, pois do homem foi tomada. Esta no hebraico é “zôt” é empregado três vezes neste versículo para marcar a alegria do homem quando ele recebe sua mulher. Ele a acolhe com uma tríplice benção: “... Esta aqui, esta vez é osso dos meus ossos... esta será chamada mulher”.

O corpo é sustentado pelo arcabouço (esqueleto), os ossos. Assim, podemos afirmar que nos “ossos” está a estrutura da Kehiláh; e que o seu chamado é limitado a um corpo e no interior dele. Quando o Rei Davi/Daoud consolidou o Reino e o poder sobre todo o Yaoshor'ul, ele unificou o reino, reunindo-o como um só corpo. (Atenção: O Reino de Davi/Daoud simboliza o reino de Yaohushua, firme, forte, sólido e durável; e Ele fará convergir todos para um só fim). Os anciãos de Yaoshor'ul, representantes das tribos, vieram a Davi/Daoud que estava em Hebrom, porque reconheceram a sua autoridade sobre toda a nação. A Bíblia diz que uma multidão juntou-se ao grupo e assim ocorreu uma grande assembléia, com numerosos representantes vindos de todo o país, a fim de dar posse ao rei. “Dia a dia vinha Daoud para o ajudar, até que se fez um grande exército, como o exército do céu. Ora estes são os números dos chefes armados para a peleja, que vieram a Daoud em Hebrom, para transferir a ele o reino de Sha’ul, conforme a Palavra do CRIADOR.” (I Cr 12:22-23)

A aliança foi selada com os mesmos termos usados pelo homem para marcar a sua alegria quando ele recebeu a sua mulher.

Todo o Yaoshor'ul se ajuntou a Daoud em Hebrom, e disse: Somos teus ossos e tua carne. (II Sm 5:1; Cf I Cr 11:1).

Cremos irmãos, que YAOHUH não aceitará, outro termo de compromisso para selar a unidade entre Yaoshor'ul e Kehiláh a não ser o que já foi estabelecido na Sua Palavra mediante Yaohushua: ... Esta aqui, esta vez, é osso dos meus ossos, carne da minha carne e esta será chamada mulher, pois do homem foi tomada. (Gn 2:23).

Cabe a nós clamarmos ao Eterno por misericórdia, sabedoria, discernimento, coragem para declararmos com as nossas atitudes, a unidade da nossa Fé com Yaoshor'ul.

Segundo – Porque as celebrações bíblicas contêm elementos espirituais muito ricos que tratarão o nosso ser.

Terceiro – As celebrações nos ajudarão a preservar em nossa memória aquilo que o Criador aprova.

Então, precisamos ser bem criteriosos, comedidos, sinceros, cheios de discernimento nas celebrações; pois elas não se resumem no “Shabbós”. Se ficarmos apenas no Shabbós [de forma legalista], temos uma meia verdade, e uma meia verdade não é verdade!

O Calendário Bíblico Religioso com início no mês de Nissan (março/abril com a Páscoa/Posqayao), marca-se o começo dos meses religiosos.

Disse o CRIADOR a Mehushua e a Arão na terra do Egito: Este mês será para vós o primeiro mês, o primeiro mês do ano. (Ex 12:1-2; Cf Lv 23:5).

Dotado de dois calendários especiais o povo do Criador possui o Ano Religioso e o Ano Civil. O ano civil tem início no mês de “Tishri” (setembro/outubro como Yom Kipur). Esse é também o ano judaico. Entre os dias festivos principais chamados “Os Grandes Dias Santos” se encontram “Rosh Hashaná” (Ano Novo) e “Hag Zikaron Teruah” (Festa das Trombetas) (Cf Lv 23:24) o “Yom Kippur” (O dia do Perdão) no hebraico são chamados: “Yomim Noraim” (Dias de Temor).

As três Festas que são denominados “Festa da Peregrinação” em hebraico, são chamados “Shalosh Regalim” (As três Peregrinações): “Sucot” (Tabernáculos), “Posqayao” (Páscoa) e “Shavuot” (Pentecostes). Porque os judaicos em obediência a Toráh faziam uma peregrinação, de todas as partes de Yaoshor'ul, até o templo em Yah'shua-oleym.

Três vezes no ano me celebrareis Festa. A Festa dos pães asmos guardarás, sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, ao tempo apontado, no mês de Nissan, pois nele saíste do Egito, ninguém apareça de mãos vazias perante Mim. Guardará a Festa da sega dos primeiros frutos do teu trabalho quando tiveres recolhido do campo os frutos do teu trabalho. Três vezes no ano, todos os homens aparecerão diante do CRIADOR o Criador. (Ex 23:14-17; Cf Dt 16:16-17).

 

“Rosh Hashaná”e “Hag Zikaron Teruah”

“Rosh Hashaná” é o Ano Novo Judaico. O primeiro dia é conhecido como “Rosh Hashaná” que quer dizer em hebraico “Cabeça do Ano”. Trata-se de uma festividade alegre, mas ao mesmo tempo, solene; celebrada durante dois dias, junto com a Festa das Trombetas – em hebraico “Hag Zikaron Teruah”. Dize aos filhos de Yaoshor'ul: No sétimo mês, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, um memorial com som de trombeta, santa convocação. (Lv 23:24; Cf Nm 29:1).

O termo “Zikaron Teruah” significa o som (alarme) das Trombetas.

1º O Som do Shofar; nós temos a obrigação de tocar e ouvir. Maimônides diz que: o Som do Shofar é um chamamento à nossa consciência, cujo objetivo é despertar-nos, dando-nos um impulso inspirador para nos dedicarmos a Toráh.

2º O Som do Shofar nos liberta do engano dos sentidos ou do espírito que faz tornar a aparência em realidade; as quais nós nos perdemos enganados pelo inimigo e levados pelos nossos próprios instintos, que juntos trabalham para encobrir-nos a verdade (Toráh).

3º O Som do Shofar confunde satanás que tenta nos subjugar e nos derrotar, quando nós nos despertamos para a verdade e para o serviço do Criador.

4º O Shofar é um instrumento de convocação dos pecadores ao arrependimento.

5º O Som do Shofar anuncia a vinda do CRIADOR. (Cf I Co 15:52; I Ts 4:16-17).

6º O Som do Shofar anunciará os juízos do Criador. (Cf Ap 8:7, 8, 10, 12; Ap 9:1,13; Ap 9:11-15).

 

Bênçãos do Shofar:

Baruch ata YAOHUH Ul’oheinu Melech Haolam, Asher Kedshanu Bemitzvotav vertzvanu lishmoa Kol Shofar. B’Shem Yaohushua hol’Mehushkyah.

Abençoado é o CRIADOR, nosso Criador; criador do universo, que nos torna sagrados com Suas bênçãos e conclama-nos a ouvir o som do Shofar. Em Nome de Yaohushua hol’Mehushkyah

Baruch ata YAOHUH Eloheinu Melech Haolam, Shehecheyanu Vekinanu V’Higuianu Lazman Hazé. B’Shem Yaohushua hol’Mehushkyah.

Abençoado é o CRIADOR, nosso o Criador, criador do universo, por nos dar a vida, sustentar-nos e permitir-nos alcançar este momento. Em Nome de Yaohushua hol’Mehushkyah.

A partir do primeiro dia do mês de “Ellul” um mês antes de “Rosh Hashaná” são recitados orações pelos judaicos “sefaradin” com uma preparação para o “Grande dia do juízo Divino”; pois, esse dia abre o julgamento decisivo e temeroso dos dez dias que se seguem até “Yom Kippur”.

Em “Rosh Hashaná” o CRIADOR se coloca em Seu trono de juízo onde todas as criaturas passam ante Ele,como um rebanho de ovelhas. O julgamento vai determinar não somente o nosso destino material, durante o Ano que inicia, como também a avaliação espiritual de cada um segundo os frutos produzidos.

Todo ramo em Mim que não dá fruto Ele corta, e todo ramo que produz fruto Ele o poda, para que produza mais fruto ainda.  (Jo 15:2). Confuso? Claro, é assim que está nas Escrituras trinitarianas; veja em uma Escritura Unitariana [ESN – Escrituras Sagradas segundo o Nome; EUC (Edição Unitariana Corrigida by CYC)]:

Yao'khanan 15

A videira e os ramos

1-2Eu sou a videira verdadeira, e meu YAOHU’ABI é o lavrador. Ele corta todos os ramos que não produzirem fruto. E, aos que o produzem, poda-os para que frutifiquem ainda mais.

Mas a decisão que o Criador toma a nosso respeito nesse dia, não é selada até o dia de “Yom Kippur”. Então compreendemos que ela pode ser mudada para melhor no decorrer dos dez dias intermediários. Esses são dias de exame da vida e arrependimento, o que em hebraico significa literalmente “mudar”.

Então a ênfase recai não só em sentir-se culpado pelo que tenha feito ou deixado de fazer, mas também “decidir mudar” o estilo de vida anterior que se vinha seguindo e – agora – agir de modo diferente no novo ano que inicia [em setembro e não em janeiro como fazem os pagãos]. Em “Rosh Hashaná” o Criador apresenta-se a nós como rei e isso nos compromete a aceitar sua vontade expressa na Toráh.

O serviço de “Rosh Hashaná é seguido em casa por um “Kidush” (cálice com vinho) e uma Festa. A “Chalá” (pão) não é servido em forma de trança como o resto do ano, mas redonda simbolizando o ano que apenas começou. É costume comer o pão mergulhado no mel, a fim de indicar a “Esperança” de que o ano vindouro seja bastante doce. Usam também Maçãs com Mel. Algumas famílias tradicionais comem a cabeça de peixe nesta noite, pois, a palavra Rosh significa na verdade a cabeça do Ano.

 

“Yom Kippur”

Depois do juízo Divino que teve lugar em “Rosh Hashaná”, fixando o destino de cada um para todo o Ano Novo que se segue, um prazo nos é outorgado até o grande e temeroso dia de “Yom Kippur” que sela o juízo.

Esse período de “dez Dias”, entre “Rosh Hashaná” e “Yom Kippur” é designado como os “dez Dias” de “teshuvá” (restauração). Período durante o qual temos que fazer um exame de consciência e passar em revista nossas ações e nossa conduta, procurando ver se elas estão em harmonia com a Vontade do Eterno, expressa em sua palavra. Devemos procurar reparar nossas faltas e buscar a purificação de nossas vidas. Assim realizamos uma “teshuvá” completa.

De acordo com a “Midrash”. “O CRIADOR é a minha luz...” em “Rosh Hashaná”. E em “Yom Kippur” “... é a minha salvação...” (Sl 27:1)

“Yom Kippur” é chamado em inglês “Day of Atonement” (Dia da Expiação) e em português (Dia do Perdão). Isto vos será por estatuto perpétuo; No sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas vidas, e nenhuma obra fareis. Nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós. (Lv 16:29; Lv 23:27; Nm 29:7).

Ambas as denominações Dia da Expiação e Dia do Perdão estão corretas, embora as palavras expiação e perdão não signifiquem a mesma coisa.

A palavra “Kippur” contém ambos os sentidos: expiação e perdão. Expiação significa: remissão dos pecados. Porque nesse dia far-se-á expiação por vós, para serdes purificados. Diante do CRIADOR sereis purificados de todos os vossos pecados. (Lv 16:30).

O significado literal: “... far-se-á expiação por vós...” no contexto da Toráh é que enquanto o templo existiu o “Cohen Gadol” (Sumo Sacerdote) fazia expiação por Yaoshor'ul inteiro nesse dia, como representante do povo judaico. Não se deve pensar que durante o serviço do templo o Sumo Sacerdote concedeu obsolvição. As palavras “... sereis purificados perante o CRIADOR...” indicam que ele apenas oficiava como o representante do povo. O perdão provém somente do Criador.

O profeta Isaías/Yahshua’yaohuh anuncia aquEle que faria expiação por nós perante o Eterno (Is 53:4-11).

O apóstolo João/Yao'khanan anunciou-O como o Cordeiro do Eterno que faria expiação pelos nossos pecados: ... Eis o cordeiro do Criador que tira o pecado do mundo. (Jo 1:29b)

Assim, por meio d’Ele os homens têm acesso a ETERNO. Na cruz, reconciliou tanto os judaicos quanto os gentios (yaoshorul’itas). E pela cruz reconciliar ambos com o Criador em um só corpo, matando com ela a inimizade. E, vindo, Ele evangelizou a paz a vós que estáveis longes, e aos que estavam pertos. Pois por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo espírito. (Ef 2:16-18). A partir de Cornélius, os estrangeiros TAMBÉM puderam ser reconciliados” At 10:34.

As palavras “estatuto perpétuo”. Será shabbós de descanso para vós, e afligireis as vossas vidas; é estatuto perpétuo. (Lv 15:31; 16:29; 23:31).

Mostra-nos claramente que a expiação continuará a ser feita por nós. Fazemo-la através do jejum, da oração e da confissão dos nossos pecados tanto individuais como comunitários. Devemos fazê-la como uma “Mitsvot” em obediência ao calendário Bíblico, como está determinado pelo CRIADOR em sua Toráh.

No dia dez deste sétimo mês será o dia da expiação. Tereis santa convocação, afligireis as vossas vidas, e oferecereis oferta queimada ao CRIADOR. (Lv 23:27).

A oração de Daoud suplicando ao ETERNO que purifique o seu ser. (Sl 51:2; I Jo 1:7-8).

A visão judaica é bem clara quando ensina que em “Yom Kippur” só são perdoados os pecados cometidos pelo homem contra o ETERNO. O pecado contra o ETERNO é pecado deliberado (decidido, proposital, premeditado). A Bíblia deixa bem clara a diferença entre o pecado por ignorância (Cf Nm 15:25-28) e o pecado deliberado. Nós devemos saber discernir entre os dois casos.

Mas a pessoa que fizer uma coisa deliberadamente quer seja dos naturais, quer dos estrangeiros, injúria ao ETERNO; tal pessoa será eliminada do meio do Seu povo. Porque desprezou a palavra do CRIADOR, e anulou o Seu mandamento, totalmente será eliminada essa pessoa, e a sua iniquidade será sobre ela. (Nm 15:30-31);

Exemplo: Pecados dos filhos de Ulí. (I Sm 2:25).

Pecado Sha’ul. (I Sm 13:8-14; I Sm 15:1-26).

Rejeitaste a palavra do CRIADOR e Ele te rejeitou... (I Sm 15:26b).

Portanto, os pecados cometidos pelo homem contra os seus semelhantes, não serão perdoados pelo Criador, até que tenha sido perdoado pela pessoa contra quem foi cometido! Veja também Mt 18:15-17.

As palavras: “... é um shabbós solene para vós...”. (Lv 16:31) mostra-nos que todas as leis que se aplicam ao “Shabbós” com referência ao trabalho aplicam-se também ao “Yom Kippur”, e que devemos flagelar nossas vidas pelo jejum. O propósito do jejum nesse dia não é por sinal de luto como acontece com “Tisha B’Av”. (9º dia de Av); mas sim o purificar de nossos pensamentos e buscar a graça e a misericórdia do Eterno em nosso favor.

No encerramento do dia de “Yom Kippur”, pronunciamos o:

“Shemá Yaoshor'ul, YAOHUH Ul’oheinu, YAOHUH Echad”
(Ouve, ó Yaoshor'ul, O Eterno é nosso criador, o Eterno é único)

Após, dizemos:

“Baruch Shem Kvod Malchutei Leolam Vaed”
(Bendito seja o Nome daquele cujo glorioso Nome é Eterno)

E depois se pronuncia esta profissão de Fé:

YAOHUH Hu ha-Ul'HIM
(Só YAOHUH é o Criador ETERNO)

Faz-se então o toque do Shofar, que é pronuncio a “Redenção Final” ao acompanhamento da proclamação de:

“Leshaná Habá B’Yerushalaím”
(No ano vindouro em Yah'shua-oleym)

Amnao!

by Sandra Mara Oliveira

 

 

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