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Reconciliação

A reconciliação é uma das palavras mais expressivas que existe na língua portuguesa. Sempre que ouço esta palavra, vem à minha mente uma situação onde duas pessoas que eram inimigas reiniciam um relacionamento que fora interrompido. A palavra reconciliação é representada no grego por três diferentes palavras, a saber:

Dialláoow: Significa tornar amigas duas pessoas que são inimigas. Ambos estão irados e precisam ser reconciliados. Esta palavra nunca pode ser usada em relação ao ETERNO, pois fomos nós quem Lhe voltamos as costas e não Ele a nós.

Apokatallasso: Quer dizer uma mudança completa da inimizade para a comunhão. Quando esta palavra é usada implica em uma situação em que apenas uma pessoa estava em estado de inimizade e teve totalmente restaurada, sua comunhão com a outra pessoa.

Katallasso: Tem o mesmo sentido que Apokatallasso e é aplicada na mesma situação.

O Evangelho de Lucas, capítulo 15, narra a história de um pai e de seus dois filhos. A reconciliação ocorreria quando o filho mais moço decidiu sair de casa, mas para isso, pediu ao pai sua parte na herança que tinha direito, e foi-se embora aproveitar a vida. O filho mais velho, porém, continuou em casa trabalhando com o pai. O jovem rebelde foi para uma terra distante, e lá gastou toda sua herança com a vida desregrada. De repente, sobreveio àquela região uma grande fome. Aquele rapaz não tinha nada para comer e suas necessidades começaram a aparecer. Ele procurou trabalho, e o que encontrou foi um emprego em uma fazenda onde ele cuidava e alimentava os porcos – o pior emprego para um judeu. Vivendo uma situação completamente diferente daquela que ele vivia na casa de seu pai, o rapaz finalmente “caiu em si”. E disse: “O que está acontecendo comigo?

Estou aqui morrendo de fome, enquanto na casa de meu pai, os escravos comem uma boa comida! Eu, comendo comida de porcos para não sentir fome”! De repente, o jovem decidiu voltar para casa de seu pai. Então planejou a sua volta e o que iria dizer ao pai: “Vou dizer ao meu pai: Pai, eu sei que pequei contra o céu e contra ti, pois fui ingrato e dissipei toda minha herança. Já não mereço ser teu filho, mas se permitires que eu volte para casa, ficarei contente de ser apenas um escravo ou um empregado”. Através do modo como ele pensava, podemos inferir que ele pensava que o seu pai não se importava mais com ele. Mesmo assim, ele partiu para a casa de seu pai, não sabendo que uma grande surpresa o aguardava. Ao se aproximar da casa de seu pai, o jovem foi visto por ele.

Acredito que durante todos os dias esse pai saía de sua casa e ficava olhando na linha do horizonte só para ver se o filho estava voltando. Ele nunca perdeu a esperança e mantinha uma forte convicção de que um dia aquele filho voltaria para sua casa. E foi assim que aconteceu. Um dia, ele avistou seu filho chegando. Saiu correndo ao seu encontro, o abraçou e o beijou. O rapaz por sua vez, lhe falou tudo o que tinha planejado, inclusive que estava disposto a se tornar empregado do pai. Mas o pai chamou seus empregados e ordenou que eles preparassem uma grande festa de boas vindas. Não havia nenhum ressentimento ou ira no coração daquele pai; embora existissem motivos de sobra para isso. A atitude do pai foi expressa com uma magnífica declaração para todos os que estavam naquela festa. Ele declarou: “Este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” Através dessa parábola vemos claramente o significado de reconciliação. É inegável que o pai amava aquele filho, caso contrário, não teria dado a ele sua parte na herança.

Durante todo o tempo em que o rapaz esteve fora; talvez meses ou quem sabe anos; o pai manteve seu amor por ele, e também o desejo de que ele voltasse para casa e se reconciliasse com a família. O rapaz, no entanto, esperava que o pai o tratasse com severidade por causa de sua tolice. Contudo, o que ele encontrou em lugar de barreiras severas foi amor e aceitação. Nessa parábola, os pontos mais relevantes que devemos considerar, são: O ETERNO deseja que todos os homens se tornem seus filhos, mas alguns simplesmente se desviaram; É responsabilidade da Igreja buscar estes queridos irmãos para que os mesmos sejam reintegrados nela;

O ETERNO ama a todos com amor incondicional. Há alguns dias assisti um documentário do mundo animal. Havia ali a história de um animal chamado solicato. Esse pequeno animal não consegue viver isolado, sem família. Uma outra característica dos solicatos é que eles têm um tremendo senso de comunhão e companheirismo. Quando eles saiam para comer, um sempre ficava de guarda e os outros procuravam comida e repartiam-na com aquele que estava de guarda. Num certo dia, estavam todos em sua rotina, quando de repente uma hiena atacou um solicato, o qual para defender sua família feriu-se gravemente. Seus “companheiros” não o deixaram ferido.

Estiveram com ele todo o tempo, até que infelizmente, após alguns dias, ele acabou morrendo. O que quero ressaltar com esse fato é o cuidado que tais animais tiveram com seu “irmão”. É deste cuidado que a Igreja precisa, ou seja, é necessário aprendermos a viver em comunidade servindo de suporte para cada membro, principalmente para os doentes.

Vamos arrancar o jargão que a Igreja carrega, o qual é maligno e mata. Não queremos mais ser conhecidos como o único exército que abandona o soldado ferido; queremos ser reconhecidos como a Igreja que pratica a reconciliação, que cuida e apascenta as ovelhas, que trata das feridas com o remédio certo, isto é, o amor e o perdão. A reconciliação é possível quando praticamos o amor. O amor que sara, que restaura, que transmite uma nova vida, que nos capacita a olharmos com os olhos de O ETERNO e sentirmos com o Seu coração. A reconciliação é o que a Igreja precisa exercitar.

César Teodoro de Souza

 

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